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É possível aplicar economia circular aos equipamentos elétricos? Parte 2: Primeira abordagem prática - GRUPO GIMI


Grupo GIMI

Retomando o raciocínio desta coluna publicada na edição anterior, uma das principais estratégias associadas às melhores práticas ESG é enquadrar o negócio dentro dos conceitos da chamada “economia circular”.


É necessário para tal entender que a economia é próspera quando materiais circulam na economia de forma inteligente e são produzidos de maneira que tenham um impacto positivo para as pessoas e para o planeta, sendo possível fazer com que o “desperdício”, refugo, sucata, descarte ou qualquer recurso não utilizado em um sistema, seja o “alimento”, matéria-prima, insumo, mistura, ou componente inicial para outro sistema produtivo, inexistindo então, o desperdício. Como dissemos anteriormente, a Economia Circular é Baseada em três princípios: eliminar resíduos e poluição desde o princípio; manter produtos e materiais em uso pelo maior tempo possível; e regenerar sistemas naturais.


Lendo o parágrafo acima, lembrei-me da minha avó. Ela sempre dizia que deveríamos comprar “coisas de boa qualidade, com preço justo, feito por quem entende do riscado”. Antigamente, dizia ela, “as coisas eram muito melhores que as de hoje em dia”. Sábios como sempre, os antigos entendiam muito bem o porquê deviam comprar coisas que “durassem a vida toda”. Eles faziam isso porque era difícil conseguir outro, pois os recursos eram parcos, as oportunidades de comprar algo eram raras e, portanto, não havia coisas descartáveis, tudo era usado e reutilizado por gerações.


Com a industrialização de quase tudo, nossa sociedade se tornou “descartável”. Tantos recursos usados uma única vez, pois a sensação de infinitude de recursos é quase uma certeza.


Entendido o problema em que nos metemos durante o século XX, tantas são as oportunidades que temos de, baseado nas teorias de nossos avós e dos conceitos ESG e de economia circular, aplicar técnicas e, sobretudo, mudança de comportamento, inclusive no setor elétrico. São algumas delas:


  • Adquirir produtos de qualidade, com performance conhecida, com ciclo de vida útil certificada, capazes de serem mantidos e consertados, jamais “caixa preta que usa, quebra e joga fora”;

  • Adquirir produtos capazes de serem ampliados e modificados, jamais “é assim se quiser, usa até quando lhe for útil como é e depois, joga fora”;

  • Adquirir produtos cuja cadeia produtiva completa seja conhecida, com impactos ambientais e sociais também conhecidos e sustentáveis, jamais “essa bola é linda, mas usa mão de obra escrava para costurá-la”;

  • Adquirir produtos cujas matérias-primas sejam de origem COMPLETAMENTE conhecida, impactos ambientais e sociais desta cadeia de fornecimento também conhecidos e sustentáveis, jamais “esse produto é bom, mas tem material dentro de origem ilícita, roubada ou descaminhada”;

  • Adquirir produtos cujos processos de compra sejam COMPLETAMENTE lícitos, adquiridos com nota fiscal correta, classificação fiscal correta, sem descaminho, “meia nota”, jamais “esse fornecedor é bom, mas comprei mais barato do outro porque dá um jeitinho de pagar menos impostos”;


Enfim, ESG é baseada no tripé: meio ambiente, sustentabilidade e governança. Para mim, a tradução destas três letras poderia ser também: meio ambiente, sociedade (onde estão as pessoas e governos) e empresas. Para todos os exemplos que listei no parágrafo anterior, um destes três (meio ambiente, sociedade e empresas) pagará a conta pela sua decisão “incorreta”.


Encerramos aqui a primeira abordagem prática do tema e, para a próxima edição, traremos outra abordagem prática do assunto para a economia circular aplicada aos equipamentos elétricos.


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