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  • Foto do escritorEng. Nunziante Graziano Ph.D

Barramentos blindados e a expansão imobiliária


Prédios diversos

A utilização de barramentos blindados é uma prática industrial que completa 100 anos nesta década, mas seu desenvolvimento se deu no ambiente industrial, com o objetivo de possibilitar flexibilidade de layout da instalação, proporcionando mudanças, sem a perda de materiais. 


Entretanto, a qualidade e as características elétricas e mecânicas deste produto, vem sendo aprimorada ao longo deste século, possibilitando a utilização em outros ambientes e tipos de aplicação, antes, impensáveis.


Uma destas aplicações é o ambiente predial, seja ele comercial ou residencial. Sua utilização foi iniciada nos anos 90, através do trabalho conjunto dos fabricantes e da concessionária local da capital de São Paulo, à época. Foram muitas as motivações que estimularam esse desenvolvimento, dentre elas, a busca por um sistema que dificultasse a fraude ou perdas não técnicas e a redução das perdas técnicas para atendimento às exigências legais de qualidade de fornecimento de energia elétrica, através da redução da queda de tensão. 


Contribuiu ainda para o desenvolvimento dos barramentos blindados, a busca da indústria por redução dos custos operacionais da distribuidora, através da eliminação da função do leiturista, com a aplicação do sistema de medição eletrônica centralizada. Além disso, a busca por redução de custos por meio da otimização técnica para distribuição de energia elétrica em edifícios de grande porte, com atendimento às máximas quedas de tensão estabelecidas pela NBR-5410, ou seja, 7% desde a transformação até a última carga, também impactaram na busca pelo aprimoramento dos barramentos blindados. 


Mas o leitor se pergunta: O que isso tem a ver com o desenvolvimento imobiliário? Minha resposta é: tudo! 


A aplicação da solução de distribuição de energia através de barramentos em trechos verticais para edifícios muito altos, substitui o sistema tradicional de centros de medição conectados com longos e pesados circuitos de cabos de cobre, cujas prumadas, se construídas fossem, custariam fortunas, e em muitos casos, inviabilizariam a construção pelo limite de queda de tensão. Edifícios mais antigos em centros urbanos já com bom desenvolvimento imobiliário, utilizavam-se de subestações em média tensão em andares intermediários, de modo a viabilizar menores quedas de tensão, mas todos eles eram de uso comercial e sem medição de energia individualizada. Edifícios residenciais não podem ter energia rateada desta forma, portanto, essa limitação era quase um impedimento à construção do empreendimento. 


Felizmente, o Brasil tem descentralizado o desenvolvimento imobiliário, graças ao crescimento econômico fora do eixo Rio-São Paulo, o que tem obrigado as distribuidoras de energia a atualizarem suas normas técnicas de distribuição para edifícios de uso residencial, misto ou comercial com múltiplas unidades, possibilitando a aplicação de barramentos blindados para este fim. Esse movimento é fundamental para o desenvolvimento imobiliário. 


Finalmente, é necessário, para efeito de redução de custos de produção por aumento da escala, que sejam unificados os padrões construtivos e metodologias de dimensionamento, o que possibilitaria crescimento deste mercado de maneira exponencial.






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