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Manutenção? Isso custa caro. Será? - Grupo GIMI

Atualizado: 12 de jan.


Gostaria hoje de abordar um tema bastante polêmico: a relação entre o custo e o benefício de uma boa programação de manutenções para quadros e painéis elétricos. Esses componentes, na verdade, fazem parte de um sistema mais complexo, que é a instalação elétrica como um todo.


É crucial compreender que, assim como é importante construir corretamente uma instalação elétrica baseada em conceitos normativos e boas práticas de engenharia, a cultura da manutenção dessas instalações é igualmente essencial. Os quadros elétricos e seus componentes têm um ciclo de vida útil que depende de diversos fatores, incluindo a agressividade do ambiente, eventos ao longo do ciclo de vida útil, magnitude dos eventos elétricos e a qualidade dos materiais.


Portanto, é absolutamente necessário realizar verificações preventivas de tempos em tempos em todas as partes da instalação, como inspeções visuais, termográficas, reaperto geral e limpeza geral. Infelizmente, essa cultura não é muito disseminada em nosso país, mas é crucial incutir a importância da manutenção preventiva nos profissionais brasileiros.

A ABNT NBR 5410:2004 (versão corrigida 2008) estabelece, em seu capítulo 8, a periodicidade das manutenções, que deve ser adequada a cada tipo de instalação, considerando a complexidade e a criticidade. É importante destacar que verificações e intervenções devem ser realizadas apenas por pessoas advertidas (BA4) ou qualificadas (BA5).


A estrutura dos quadros e painéis deve ser verificada quanto à fixação, integridade mecânica, pintura, corrosão, fechaduras e dobradiças. Componentes com partes móveis devem ser inspecionados quanto aos contatos, câmaras de arco, sinais de aquecimento, limpeza, fixação, ajustes e calibrações.


Componentes sem partes móveis, como fusíveis, condutores, barramentos, calhas, canaletas, conectores, terminais e transformadores, devem ser inspecionados quanto ao estado geral, sinais de aquecimento, ressecamento, fixação, identificação e limpeza. Ao final das verificações, deve-se realizar um ensaio geral de funcionamento, simulando situações de perigo.


Interessante observar o paralelo com a indústria 4.0, onde dados disponíveis em sensores e disjuntores da quarta geração podem ser utilizados para programar intervenções. Abordaremos esse tema específico na próxima edição. Até lá!




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